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O APRENDIZADO MÓVEL NA VISÃO DO ALUNO

A aprendizagem móvel pode ser uma ótima ferramenta para a empresa, mas como ela é percebida pelos usuários?
Que tipos de conteúdo eles acessam e como eles aprendem?
O que podemos fazer para aproximar as soluções aplicadas de quem realmente precisa aprender?

 

VAMOS COMEÇAR O TEXTO COM ALGUNS TÓPICOS:

  • Já não é de hoje que o mundo acompanha o aumento exponencial do uso dos smartphones.
  • A quantidade de pessoas na força de trabalho que não possui ou não usa um smartphone é cada vez menor.
  • Usa-se o telefone para vários propósitos e não apenas para fazer chamadas.
  • Com a oferta cada vez maior, tanto de dispositivos quanto de aplicativos móveis, a atenção dos usuários tornou-se um recurso altamente escasso.
Tudo que lemos acima pode parecer um tanto clichê, é verdade, mas aqui temos um tópico importante, especialmente, para quem desenvolve conteúdos para uma força de trabalho cada vez mais informada e móvel. Lidamos com usuários/aprendizes sempre curiosos e que se mantém atentos a novos conteúdos que dispertem sua atenção, rejeitando qualquer coisa que não seja útil ou interessante.
Pode ter certeza, isso não tem nada a ver com um senso comum de mencionar a diminuição dos limites de atenção, como alguns indicariam. Coloque esse mesmo grupo de pessoas na frente de um desafio interessante, e ele irá se transformar. Desperte sua atenção para um jogo bem feito, e eles provavelmente passarão horas tentando descobrir as melhores estratégias para ganhar. Mostre-lhes um bom filme, e você pode encontrá-los envolvidos por duas horas ou mais.
Então, quando as pessoas não se engajam com um curso de aprendizado móvel, a questão não é a falta de foco ou atenção dos usuários, muitas vezes é o próprio conteúdo. Pode ser que o material seja mal concebido, ou não é relevante ou significativo para o público.

 

O APRENDIZADO MÓVEL NA PERSPECTIVA DO ALUNO: COMO AS PESSOAS PASSAM O TEMPO COM SEUS DISPOSITIVOS MÓVEIS?

Para entender como as pessoas tendem a passar o tempo em seus dispositivos móveis, aqui está uma lista dos aplicativos gratuitos mais baixados para iPhone em 2016, de acordo com a Apple:
Snapchat.
Messenger.
Pokémon GO.
Instagram.
Facebook.
Youtube.
Google Maps.
Pandora.
Netflix.
Spotify Music.
À primeira vista, pode parecer que nenhum desses aplicativos tem algo a ver com a aprendizagem. Mas olhe mais de perto e acharemos que muitos deles estão intimamente ligados à aprendizagem. Vejamos o Snapchat, por exemplo. É fácil classificá-lo como uma ferramenta para novas atualizações adolescentes, mas um número crescente de pessoas admitiu usá-lo para aprender e construir conexões significativas no campo profissional.
Outro exemplo é o YouTube, que pode ser classificado como um site de procrastinação através de vídeos engraçados de gatos, mas alguns estudos dizem que os vídeos de produtos e os vídeos de instruções são duas das categorias mais vistas no YouTube.
E, em seguida, há o Google Maps. É novamente difícil associar isso a qualquer tipo de aprendizagem, mas pense um pouco, e notaremos que não é nada além de suporte ao desempenho no trabalho.
O ponto que estamos tentando ilustrar é que dos 10 aplicativos mais baixados do 2016, 3 tem a ver com a aprendizagem. Mas não da maneira como estamos acostumados a pensar em aprender. Quando pensamos em aprendizagem móvel, tendemos a fazê-lo em termos muito tradicionais – imaginamos um curso que contém uma introdução, seguida de atividades e explicações, e depois por uma conclusão.
Jane Bozarth resume muito bem isso em uma postagem de seu blog de 2016, onde ela diz que “nós (profissionais de aprendizado) tendemos a pensar em “Aprender com um A maiúsculo, como uma tentativa abstrata de pensamento”, enquanto que “o restante das pessoas pensam em “aprender” como “resolver um problema” ou “obter uma resposta” ou “descobrir” ou mesmo, “buscar”.
E é exatamente sobre tais preceitos que se tratam os APPs acima. Eles ajudam as pessoas a resolver problemas ou a encontrar respostas quando mais precisam. Se isso não é aprendendizado, então, o que é?
Falando sobre aplicações mais tradicionais de “aprendizagem”, aqui estão dois aplicativos educacionais muito interessantes – Duolingo e Elevate.
Enquanto o Duolingo é puramente focado no aprendizado de um novo idioma logo de cara, o Elevate é sobre a construção e melhoria de habilidades em uma variedade de áreas relacionadas à Matemática, Leitura, Escrita, Concentração e Memória (somente em inglês). Ambos os aplicativos aproveitam os princípios de gamificação, aprendizado móvel, micro aprendizagem e repetição espaçada, além de oferecem experiências de aprendizado que são bastante significativas para os usuários.

 

5 DICAS PARA CRIAR UMA APRENDIZAGEM MÓVEL ENVOLVENTE A PARTIR DA PERSPECTIVA DO ALUNO

O que podemos aprender com tais aplicativos, além de vários outros, para garantir que o “aprendizado” que colocamos no caminho das pessoas permaneça relevante e significativo para elas? Aqui estão algumas provocações:

CURTO E DIRETO

Cada sessão geralmente aborda um tópico específico. Sem introduções longas, sem “objetivos de aprendizado”, sem frufru. E quão curto deve ser? Não precisamos delimitar um tamanho específico, mas qualquer tópico que não aborde o tema principal deve ser eliminado.

ÚTIL, RELEVANTE E NA HORA CERTA

As pessoas consomem conteúdos de aprendizagem quando vêem aquilo como úteis e relevantes para eles. Para entender isso, basta ver alguns dos vídeos de instruções no YouTube. Muitos deles são mal produzidos, com qualidade de vídeo e áudio abaixo da média, iluminação ruim, etc., mas eles ganham milhares de visualizações, o que mostra que quando alguém vê  determinado vídeo, é porque ele o ajudará a responder uma questão no momento, não importando como é feita a produção. As pessoas não esperam ficar impressionadas com as experiências de aprendizado do vídeo, pois buscam somente a informação. Percebam que não estamos sugerindo que devemos criar vídeos de baixa qualidade, em vez disso, estamos dizendo que nosso principal foco deveria ser tornar o conteúdo útil e relevante para os usuários.

FÁCIL ACESSO

De que vale um conteúdo que não pode ser acessado quando você mais precisa? Já imaginou ter que percorrer telas e telas de materiais, simplesmente para chegar à sua localização específica no Google Maps? Todo o conteúdo, especialmente o feito para smartphones, precisa ter recursos avançados de pesquisa incorporados.

ALTAMENTE CONTROLÁVEL

Esta é uma extensão do ponto anterior, na medida em que, se um usuário quiser pausar seu conteúdo por alguns segundos, ou voltar exatamente ao ponto em que o vídeo mostra algo relevante, ele deve ser capazes de fazer isso com facilidade.

TODO E QUALQUER LUGAR

Finalmente, esta é a verdadeira natureza de qualquer coisa “móvel”. Você está a um clique de acessar um aplicativo em um dispositivo. Mais tarde, pode acessar o ponto exato de onde parou em outro dispositivo. O aplicativo deve poder acompanhar esse padrão de comportamento e uso, proporcionando uma experiência perfeita em vários dispositivos em que você estiver conectado.

 

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